7.3.13

Homenagem ao dia da Mulher




ELA SEGUIU A GRAVIDEZ, MESMO COM CÂNCER DE MAMA!




Ela seguiu a gravidez mesmo com câncer de mama

Como o ditado diz, amor de mãe não tem igual! E Simone Calixto provou que esse ditado é realmente verdadeiro, mostrando a todos que o forte sentimento que tinha pela filha que ainda geria era maior do que qualquer dificuldade que poderia ter na vida. Simone teve que enfrentar uma das doenças mais temidas, o câncer, para dar a luz à pequena Melissa, sua segunda filha.


Após três semanas morando no Canadá com o seu marido e sua primeira filha Amanda, ela recebeu o diagnóstico da doença e a confirmação da gravidez praticamente junto. No primeiro momento, sentiu um nódulo no seio, mas, como é médica, pensou que eram apenas mudanças no corpo por causa da gestação. Mas, após dez semanas, sentiu novamente o nódulo e, a partir daí, já imaginou o pior e soube que sua vida iria mudar.
Então, contou para a sua obstetra, que solicitou a realização de exames e confirmou o câncer de mama. Os hormônios da gestação estavam alimentando o nódulo e, por isso, ele estava crescendo rápido. Como o grau de gravidade do tumor era avançado, a obstetra informou que a gestação teria que ser interrompida. Foi a partir daí que a luta para sobreviver junto com o seu bebê começou.
"A coexistência dos dois processos antagônicos no meu corpo, um que conduz o organismo à morte e a gravidez que de forma tão bela e harmônica leva à formação de uma nova vida, direcionou-me para a cena de uma batalha. Porém, o amor profundo que eu já nutria pelo meu bebê tinha mais significado para mim do que a força com que aquele tumor crescia."
Para Simone, a pior notícia, não foi ser diagnosticada com a doença, mas saber que a gravidez teria que ser interrompida. "Foi um verdadeiro choque quando me informaram sobre a necessidade do aborto terapêutico. Diante da gravidade do meu quadro clínico dificilmente o bebê sobreviveria. A conversa terminou ali porque eu fiquei emocionada."
A fé que tinha em Deus a fez se lembrar de que já havia ocorrido um caso parecido. "Na madrugada do sábado, após a notícia, acordei me lembrando de um vídeo que havia assistido há cerca de três anos que discorria sobre um caso de câncer na gestação. Corri para o computador e consegui localizá-lo. Era exatamente um câncer de mama durante a gravidez que uma mãe contava."
Segundo ela, a entrevista mostrava o médico que havia acompanhado o caso. "Acordei meu esposo imediatamente e depressa conseguimos localizar o Dr. Waldemir Rezende, o obstetra mastologista mencionado. Esperamos a diferença do fuso horário alcançar 7h da manhã no Brasil e ligamos para o Hospital Santa Catarina solicitando o contato dele. Às 7h05, eu estava passando o meu caso para o Dr. Rezende. Foi como se eu tivesse nascido novamente naqueles minutos."
Como toda a pessoa que tem câncer e passa pelos tratamentos agressivos, Simone sofreu com os efeitos colaterais. "Durante a gestação, foi feita a quimioterapia. Tive anemia, baixa na imunidade e precisei realizar transfusão de sangue quando estava por volta do sétimo mês. Além disso, tive os efeitos comuns da quimioterapia, como queda dos cabelos. No entanto, isso foi secundário, já que me sentia a mãe mais feliz e abençoada do mundo com a minha filha crescendo dentro de mim a cada dia."
Melissa nasceu prematura e durante a cesárea já foi feita a mastectomia também. "Foi necessário interromper a quimioterapia com menos de oito meses de gestação para recuperar a imunidade, tanto a do bebê para o nascimento quanto a minha por causa da cesárea. Infelizmente, duas semanas após o efeito da última sessão de quimioterapia, percebeu-se a reativação do tumor, que voltou a crescer. Então, o parto teve que ser antecipado."
Em toda essa situação difícil, ela continua enfatizar a importância da confiança que tinha em seu médico. "Apesar dos fatos nos forçarem a ter uma outra conduta, estava aliviada porque havíamos chegado quase até o fim da gravidez. Novamente a fé surge para nos lembrar que Deus havia nos acompanhado durante aqueles meses e que Ele não nos abandonaria. A presença do Dr. Waldemir realizando o meu parto e a minha mastectomia era tudo o que eu desejava. Pude entender melhor o significado da confiança nessa relação médico-paciente."
Após o parto, a mamãe realizou mais oito ciclos de quimioterapia e também radioterapia. "Pela primeira vez sentava na poltrona sem a minha filha se mexendo na minha barriga. Apesar da felicidade de tê-la com vida, vê-la em meus braços e poder acariciá-la, tive uma sensação de vazio e me faltavam forças. Só sobrava a doença e eu. Perguntava no meu íntimo confuso o que estava fazendo ali. Parecia que pela primeira vez tive consciência da doença. Foi difícil! Percebi quanta força a Melissa havia me dado naquele tempo."
Hoje, sua filha está com oito meses. Segundo a mãe, é uma criança doce e terna. "Ela é muito alegre, acorda sorrindo. Também é calma, adora ser abraçada e acariciada. Além disso, é saudável e, graças a Deus, o desenvolvimento dela tem ocorrido dentro do normal, tanto da parte motora quanto cognitiva", finaliza Simone cheia de alegria.

É incrivel essa história de superação e de uma mulher de muita garra!!!!!











Um comentário:

Lu Niero disse...

Ual!!!Essa mulher merece toda homenagem do mundo.
É uma guerreira, parabéns!!!
Prova da existencia de Deus.